Mulheres na tela

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Ruína do futuro
2022

Uma sensível performance de dança realizada na inacabada obra do Cais das Artes (Vitória-ES) reproduz um olhar arqueológico que, no século XXI, ao escavar as ruínas futuras do complexo cultural, converte em movimentos as narrativas sedimentadas na construção moderna interrompida. Os desenhos corporais femininos, em frases voláteis ou em leves gestos irrompem o projeto racionalista, antecipam seu fracasso e divulgam as potências reservadas. Ocupar para acontecer, se apropriar para não deixar perecer.

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O canto da urbe
2021

O Canto da Urbe é uma imersão nas sonoridades da cidade. O trabalho traz para a cena o corpo afetado pela urbe e as possibilidades a partir disso. Com o olhar estético atento, o Canto da Urbe investiga e organiza coreograficamente em diferentes cenários os movimentos de quem vive na cidade.

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Não há nada aqui
2020

“não há nada aqui” traz o território do não lugar, o retrato de um mergulho pelo espaço dos sonhos, movediço e nômade. Propõe o diálogo entre dança, performance e audiovisual, trazendo para cena uma bailarina que mergulha no universo dos sonhos e das memórias para explorar o feminino, o passado, o imaginário. Através da interação com uma câmera suspensa, ora em movimento ora parada, a lente registra as transformações e interferências no espaço e cria junto de cada cena um novo universo. Um desejo de pertencimento que se agrega ao ambiente físico para além de suas delimitações concretas, pautado na busca pelas relações humanas, pelas próximas memórias que virão. Um agora que já foi sem nunca existir.

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Mandíbula
2020

Uma mulher, em seu devir animal, escuta o farfalhar de suas mandíbulas, tecendo vias de acessos selvagens. Ora um corpo-mulher, ora um corpo-bicho, uma performance extrai de seu cotidiano uma composição visual e expressiva de seu Ser: múltiplo, diverso, amorfo e selvagem.

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Ijó asè erê
2021

Ser mulher preta e estar neste chão onde meus ancestrais foram violentados é um dilema do existir. Como ser e viver? Sobreviver com a minha estética de dança de um corpo sólido que habita neste lugar de terras colonizadas é poder despertar em mim sentimentos que até então estavam adormecidos quando eu não sabia a história de meu povo afro ameríndio. Ijó asè erê brinca com a força da dança e como ela pode fortalecer mulheres a viver neste espaço que ainda possui uma energia de ressignificação do sistema colonizador e escravocrata vivido durante décadas. O chão, a casa, as plantas…em todo este lugar estão as energias de nossos ancestrais, como lhe damos com isto e como podemos desbravar outras possibilidades de dança.

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Flor da lua
2021

Inspirada artisticamente no documentário “Margaret Mee e a Flor da Lua”, dirigido por Malu de Martino, a presente obra entra em contato com a flora brasileira, atravessando a Amazônia e desaguando no momento repentino do desabrochar de algo que floresce e morre em uma mesma noite. Urgência, sutileza, singularidade e efemeridade são algumas das ideias que perpassam essa criação.

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Entre borboletas e a escuridão
2020

Entre a beleza e o nojo há um percurso atravessado por sons, imagens e danças. Esta distância é captada pela vida de uma Borboleta, ser que nasce com o poder da transformação. A obra nos recorda que para sobreviver é necessário transformar o insustentável.

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Casa corpo prisão morada
2021

É difícil caber em si, e mais ainda se preencher por completo. Os limites e a decadência da casa/corpo se misturam com as paredes. A degradação dos espaços degrada também os corpos? As limitações se encontram, aumentam e somem. Como habitar outros mundos? Permanecer é pertencer a si mesmo?

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Carniça caviar
2021

Aqui neste lugar eu chego a acreditar que cada espaço foi milimetricamente projetado para ser desagradável. A cidade em disputa, o crescimento improvisado, a privada – Propriedade. Este projeto expõe através da video-dança espaços decadentes do progresso da ilha de Florianópolis. Diamante banhado a chorume, na praia privada onde a burguesia se banha na própria merda, Carniça Caviar.

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Aduba
2020/2022

Na natureza a abundância é a regra, a escassez é uma excessão. Uma doença do sistema capitalista. Em meio às injustiças sociais, dois corpos em simbiose reivindicam melhores condições de vida. Adubar é o ato de reduzir danos. A vídeodança sugere nutrir a terra com cantos, danças e poesia para ver brotar frutos saudáveis.

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